7 Brinquedos dos Anos 80 e 90 Que Só Quem Viveu Lembra
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Legião Urbana, Titãs, RPM e mais quatro nomes que transformaram o rock nacional dos anos 80 na trilha de uma geração — com o clássico de cada uma.
Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, RPM, Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor e Blitz: são elas que ainda saem da sua boca quando o rádio ataca um clássico. Nos anos 80, o rock nacional deixou de ser cópia gringa e virou trilha de uma geração inteira. Reunimos as sete bandas que fincaram o pé na história — com o refrão que colou, o disco que estourou e o motivo de você nunca ter esquecido.
Nascida em Brasília, a banda surgiu das cinzas do grupo punk Aborto Elétrico. Renato Russo assumiu o microfone e a caneta, e o álbum de estreia, lançado em 1985, colocou “Geração Coca-Cola” e “Será” no rádio de norte a sul do país. No ano seguinte veio “Dois”, com “Eduardo e Mônica” emplacando outro hit. Em 1987, “Que País É Este” trouxe a épica “Faroeste Caboclo” — quase nove minutos de narrativa que nenhuma rádio tocava inteira, mas que todo mundo sabia de cor.
Formados em São Paulo por um grupo com passagem pelo teatro, os Titãs apostavam em seis vozes se revezando no vocal, algo raro no rock da época. O álbum “Cabeça Dinossauro”, de 1986, marcou a virada para um som mais pesado e crítico — a mesma cena paulistana que também aparecia nos programas de TV que embalavam a infância da época. A banda seguiu se reinventando — e é uma das poucas da lista que nunca parou.
No Rio de Janeiro, a banda ganhou os primeiros holofotes com Cazuza no vocal, parceria com o guitarrista Roberto Frejat. “Bete Balanço”, de 1984, virou hino de festa em qualquer década. Cazuza deixou o grupo para seguir carreira solo, mas Frejat manteve o Barão Vermelho tocando — sinal de que a banda era maior do que qualquer integrante isolado.
Formado em São Paulo em 1984, o RPM estreou em 1985 com o álbum de estúdio “Revoluções por Minuto”, que emplacou “Olhar 43” nas rádios e nas paradas. No ano seguinte veio a jogada pouco comum: “Rádio Pirata ao Vivo” (1986), um disco ao vivo que se tornou um dos mais vendidos do rock nacional, com a banda alcançando uma escala de vendas que poucos grupos brasileiros haviam atingido até então.
Vindos do Rio, os Paralamas misturavam reggae e rock com uma leveza que destoava do resto da cena. O estouro definitivo veio com o álbum “Selvagem?”, de 1986, e faixas como “Vital e Sua Moto”. Herbert Vianna, à frente da banda, ajudou a levar o rock nacional para um público que normalmente ouvia outra coisa no fone.
Paulistana e debochada, a banda transformou a ironia em marca registrada. “Inútil” e “Nós Vamos Invadir Sua Praia” — essa última quase um jingle de verão — tocaram o país inteiro rindo de si mesmo. Roger Moreira, na frente do grupo, entendeu antes de muitos que o rock brasileiro podia levar a própria cena não tão a sério.
Carioca e nascida do teatro musical, a Blitz emplacou “Você Não Soube Me Amar” em 1982, um dos primeiros grandes sucessos de rock cantado em português no rádio brasileiro. A banda durou pouco — encerrou as atividades em 1986 —, mas abriu a porta que Legião Urbana, Titãs e os demais atravessariam logo depois.
Sete bandas, um único fio comum: pegaram um som que até então soava emprestado e o transformaram em algo genuinamente brasileiro. Qual dessas ainda toca no seu fone de ouvido hoje — ou tem uma oitava que você acha que devia estar nessa lista?
Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, RPM, Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor e Blitz estão entre os nomes que mais marcaram a década, ao lado de outras bandas que também estouraram no rádio e na TV do período.
O Blitz é apontado como um dos marcos iniciais: o hit 'Você Não Soube Me Amar', gravado ao vivo em 1982, foi um dos primeiros grandes sucessos de rock cantado em português nas rádios brasileiras.
Cazuza foi vocalista do Barão Vermelho até meados dos anos 80, quando deixou o grupo para seguir carreira solo. A banda continuou na ativa, liderada pelo guitarrista Roberto Frejat.
Titãs, Paralamas do Sucesso e Ultraje a Rigor seguem na ativa, com shows e novos trabalhos. Legião Urbana encerrou as atividades em 1996, após a morte de Renato Russo. Blitz e RPM tiveram formações originais dissolvidas ao longo dos anos, com reuniões pontuais depois disso.
Aida Pich · Colaboradora sênior
Colaboradora sênior da Revista Destaque. Especialista em cultura, memória pop das décadas passadas e grandes personagens da história.
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